Rio de Janeiro: CBF e clubes aprovam novas regras para o futebol brasileiro

CBF e clubes das Séries A e B aprovam novas regras de arbitragem no Rio de Janeiro para aumentar a fluidez do futebol brasileiro. Saiba mais sobre as mudanças.

CBF aprova 10 novas regras no futebol brasileiro; leia o que muda

Novas regras para maior fluidez no jogo

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em conjunto com os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino, aprovou um conjunto de novas regras de arbitragem. A decisão, tomada em uma reunião no Rio de Janeiro, entra em vigor imediatamente e tem como objetivo principal aumentar a fluidez das partidas, reduzindo o tempo de paralisações.

As mudanças impactarão diversas competições nacionais, incluindo as Séries A, B, C e D masculinas, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil. Muitas dessas regras já foram aplicadas na última Copa do Mundo, e a FIFA estabeleceu uma meta de, no mínimo, 60 minutos de bola rolando por jogo.

Um estudo da empresa de dados Opta, presente no relatório “Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro” da CBF, estima que as novas regras podem adicionar 5 minutos e 49 segundos de jogo, podendo chegar a 6 minutos e 22 segundos extras. Antes da pausa para a Copa do Mundo, a média de tempo de bola rolando na Série A do Brasileirão masculino era de 52 minutos e 54 segundos por partida.

Netto Góes, diretor de arbitragem da CBF, destacou que o trabalho visa transformar o diagnóstico em ações concretas, por meio da aplicação das novas regras, padronização de critérios e capacitação dos árbitros, além da participação de clubes e jogadores. O objetivo é um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol.

Principais alterações e o Protocolo Vini Jr.

Entre as 10 novas regras aprovadas, algumas visam coibir a “cera”, termo utilizado para as táticas de retardar o jogo. Uma das medidas é o limite de cinco segundos para cobranças de tiro de meta e arremessos laterais. Caso o goleiro exceda o tempo no tiro de meta, o adversário ganha um escanteio. Para o arremesso lateral, a cobrança passa para o outro time se o jogador ultrapassar o limite.

Outra mudança importante é o limite de dez segundos para o jogador substituído deixar o campo. Se o atleta exceder esse tempo, o jogador que entrará em campo terá que esperar um minuto para fazê-lo. Além disso, um jogador atendido no gramado deverá sair e permanecer fora por, no mínimo, um minuto após o atendimento.

No caso de atendimento ao goleiro, o treinador ou o capitão da equipe deverá indicar um jogador de linha para cumprir um minuto fora do jogo após o reinício. A comunicação com o árbitro também será restrita: apenas o capitão da equipe poderá falar com o juiz. Se o capitão for o goleiro, um jogador de linha será designado como interlocutor, e quem desrespeitar essa regra será punido com cartão amarelo.

Uma das regras mais notáveis é o Protocolo Vini Jr., que prevê a expulsão de jogadores que taparem intencionalmente a boca ao discutir com adversários, independentemente do conteúdo da conversa. Essa medida visa evitar a leitura labial e garantir maior transparência nas interações em campo.

Jogador de futebol vestido com uniforme verde está deitado no gramado segurando a cabeça, enquanto companheiro de time com uniforme preto e branco se inclina para ajudá-lo. Jogador adversário com uniforme vermelho observa a cena em pé.
O goleiro Sergio Rochet, do Internacional, vai ao chão em jogo contra o Corinthians; a partir de agora, se o arqueiro solicitar atendimento médico no gramado, um jogador de linha de seu time deverá ficar fora da partida por um minuto -Jorge Silva – 5.abr.26 Credit: www1.folha.uol.com.br

Uso do VAR e exceção para 2027

O VAR (Video Assistant Referee) também terá sua aplicação expandida. A checagem de um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão passa a ser revisável, permitindo que o cartão seja anulado caso um erro seja constatado. Essa medida busca corrigir possíveis equívocos que possam impactar diretamente o resultado da partida.

A única das 10 mudanças que terá validade a partir de 2027 é a checagem do VAR para escanteios concedidos por engano. Essa revisão será aplicável apenas quando o lance levar diretamente a um gol ou pênalti, garantindo que decisões cruciais sejam analisadas com maior precisão.

O diretor de arbitragem da CBF, Netto Góes, enfatizou que o objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol, e que a implementação dessas regras é um passo importante para alcançar essa meta.

As novas regras entram em vigor imediatamente, com exceção da checagem de VAR para escanteios por engano, que será válida a partir de 2027.

Source: poder360.com.br